Conto popular
Para começar, fazer uma leitura dramatizada: narrador, homem (compadre e médico) e a Morte.
O
Compadre da Morte
Diz que
era uma vez um homem que tinha tantos filhos que não achava mais quem fosse seu
compadre. Nascendo mais um filhinho, saiu para procurar quem o apadrinhasse e
depois de muito andar encontrou a Morte a quem convidou. A Morte aceitou e foi
a madrinha da criança. Quando acabou o batizado voltaram para casa e a madrinha
disse ao compadre:
- Compadre! Quero fazer um presente ao meu afilhado e penso que é melhor
enriquecer o pai. Você vai ser médico de hoje em diante e nunca errará no que
disser. Quando for visitar um doente me verá sempre. Se eu estiver na cabeceira
do enfermo, receite até água pura que ele ficará bom. Se eu estiver nos pés,
não faça nada porque é um caso perdido.
O homem assim fez. Botou aviso que era médico e ficou rico do dia para a noite
porque não errava. Olhava o doente e ia logo dizendo:
