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A maioria das atividades é de fácil resolução, indico sempre que o professor o faça primeiro para ver o aplicabilidade em determinada turma. Como os pedidos de gabaritos são muitos, não tenho como responder a todos.
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Esaú e Jacó (Machado de Assis) resenha



Esaú e Jacó, uma alegoria das disputas políticas
por Fátima Pereira

           Mais uma vez Machado de Assis inventa uma nova forma de narrar. Esaú e Jacó, seu penúltimo livro (escrito em 1904), pode não ter a mesma reputação de Dom Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas, mas não deixará o leitor desapontado.
A Advertência, que abre o livro, apresenta o autor hipotético da narrativa: “Quando o conselheiro Aires faleceu, acharam-se-lhe na secretária sete cadernos manuscritos, rijamente encapados em papelão. [...] Tal foi a razão de se publicar somente a narrativa. Quanto ao título, foram lembrados vários, em que o assunto se pudesse resumir, Ab ovo, por exemplo, apesar do latim; venceu, porém, a ideia de lhe dar estes dois nomes que o próprio Aires citou uma vez: ESAÚ E JACÓ”,  mas em muitas passagens o foco narrativo muda,  o narrador deixa transparecer suas opiniões, utilizando da primeira pessoa e até chega a descrever Aires um pouco de desdém, ao se referir a suas posições sempre dúbias, concordando com todos, mesmo que suas opiniões sejam contraditórias.
Outro fator interessante nessa obra é o diálogo com o leitor, ou melhor, leitora, já “leitor incluso” na narrativa é apresentado em geral como uma mulher: “O que a senhora