Texto retirado da
publicação dos finalistas de Memórias Literárias - Olimpíada da Língua Portuguesa
2010. Usei-o como exemplo de um texto interessante e bem construído a partir de
entrevistas e para trabalhar algumas questões de interpretação com meus alunos (estão logo abaixo do texto),
geralmente eles confundem muito o discurso em 1ª e 3ª pessoa, autor e narrador,
entre outras coisas.
Da
escuridão para o colorido
Aluna:Évelin Cristina Nascimento da Silva
Tristeza! É o que sinto quando abro
meus olhos e vejo a mais terrível escuridão, que não cessa. O único remédio é
fechá-los e deixar-me levar pelas lembranças.
Lembro-me como se fosse ontem: bem
cedinho, o sol não havia nem acordado ainda, eu já estava na estrada da minha
cidade Santa Branca que nem asfaltada era, pura terra,
com uma brochura e alguns lápis dentro de uma sacolinha de arroz – pois nossa vida era difícil e papai só ganhava o suficiente para não morrermos de fome e frio. Enquanto caminhava, a poeira batia em meus olhos e os fazia ficar cheios d’água.
com uma brochura e alguns lápis dentro de uma sacolinha de arroz – pois nossa vida era difícil e papai só ganhava o suficiente para não morrermos de fome e frio. Enquanto caminhava, a poeira batia em meus olhos e os fazia ficar cheios d’água.
