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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Como surgiram os diamantes 5º/6º anos Interpretação

A lenda tem por característica a oralidade. Não se conhece autor dessas narrativas: pertence à cultura popular, há tantas versões de mesma história contada em diversas regiões do país. Essa é a minha.

Como surgiram os diamantes

Há muito tempo, antes dos caraíbas aqui chegarem, em 1500, os índios eram os verdadeiros donos da terra, a qual chamavam de Pindorama , que significa  em tupi-guarani.
Naquela época, numa taba que ficava perto do grande rio, vivia  uma jovem índia, tão formosa e tão bonita quanto uma flor, por isso chamava Potira . A jovem conquistou o coração de Itagiba, um valente guerreiro, de braços fortes. O casamento foi comemorado com grande festa e o casal vivia muito feliz.
Pouco tempo depois começou uma guerra contra outra tribo. Itagiba deveria partir para lutar junto com os outros guerreiros e defender seu povo contra o inimigo. Com muita tristeza despediu-se de sua amada esposa e prometeu que logo voltaria.
A índia ficou na margem do rio acompanhando com os olhos a canoa em que ia Itagiba. Mesmo com tamanha tristeza, Potira,  não derramou uma só lágrima.
Todos os dias  Potira ia para a beira do rio esperar a volta do amado. Doze luas se passaram, ela estava com muitas saudades dele.  
Um dia, a triste notícia chegou.Alguns índios voltaram para a taba e contaram para Potira que Itagiba   Passou o resto da vida na beira do rio, chorando de saudade. As lágrimas brilhantes de Potira foram-se misturando com a areia do rio. Tupã, ao ver tanto sofrimento, ficou impressionado e se apiedou da pobre  jovem. Para que todos se lembrassem do grande amor de Potira,Tupã transformou suas lágrimas em diamantes.  O brilho dessas pedras faz lembrar as lágrimas de saudade da índia Potira.
 Dizem que é por isso que os mineiros encontraram os diamantes misturados no cascalho dos rios.

 Após ler o texto, responda:

sábado, 16 de agosto de 2014

Cobra-Honotato- 5º/6ºanos Caça-palavras e interpretação

Há muitas lendas interessantes no site: http://www.paraturismo.pa.gov.br/ e no livro As 100 melhores lendas do folclore brasileiro, de A S Franchini, da Ed. L&PM. Criei um caça-palavras e algumas questões de interpretação para essa lenda.

Cobra Honorato

                  “Cobra Honorato" é uma lenda conhecida do folclore amazônico. 
Conta a lenda que, em uma tribo, uma índia engravidou da Boiúna (sucuri) e deu à luz duas crianças gêmeas que, na verdade, eram  cobras.  O  menino recebeu o nome de Honorato e a menina foi  chamada de Maria Caninana 
           A índia consultou o pajé para saber se devia matá-los e decidiu deixá-los à margem do rio Tocantins, onde ficaram ‘encantados’.
           Lá no rio eles se criaram sozinhos como cobras. Honorato era bom, mas Maria Caninana (mal chamada, já que caninana, na língua tupi, quer dizer “cobra não venenosa”) era muito perversa. Afogava banhistas, naufragava embarcações, assombrava viajantes e atacava animais. Eram tantas as maldades por ela praticadas, que Honorato acabou por matá-la para colocar um fim às perversidades.
          Honorato, ou Norato, como era também conhecido, em algumas noites de luar, perdia o encanto e adquiria a forma humana, transformando-se num belo rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra. Ele adorava a dança e aparecia sempre em bailes ribeirinhos, encantando a todos com sua elegância.
          Nas margens do rio ficava sua pele enorme de cobra, esperando por sua volta. O encanto só se quebraria se alguém tivesse coragem de derramar leite na boca da enorme cobra e fazer um ferimento na cabeça até sair sangue, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro.
                  Um dia, um soldado arrojado do Pará conseguiu libertar Honorato da maldição. Colocou leite em sua boca e o feriu com um golpe de sabre. 
                 Desde então, Cobra-Honorato deixou de ser cobra e  pôde viver em terra, como um homem normal. O que foi feito dele depois, ninguém sabe. Há quem diga que virou soldado e foi servir no mesmo batalhão do amigo que o desencantou, mas isto deve ser patranha de algum caboclo malicioso.
                                                                                   (adaptação)


1.Encontre as palavras que completam as frases:

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Sarau de Leitura - projeto de incentivo à leitura


Sarau da Leitura - Pedagoga cria projeto para incentivar crianças a ler

          Incentivar as crianças de São João do Sul - SC a se interessarem pelo mundo mágico da leitura é um dos projetos fundados pela pedagoga Milena Borba. "Eu tenho muitos projetos na área da educação e um deles é incentivar a leitura nas crianças com o meu sarau", comenta. Através do Sarau da Leitura - um projeto de incentivo à leitura por prazer, ela usa textos de internet para interagir com crianças de 7 a 12 anos de idade. "Eu não tenho livros para fazer o sarau, todos os textos são impressos por minha conta, além das fantasias", declara.
De acordo com a pedagoga, nenhum órgão público dá apoio ao projeto. A ideia começou em 2008 na garagem de sua casa. "Além de ler para as crianças, eu dava lanche e me fantasiava, usando o encanto de ler brincando", relembra. Desde então, Milena não parou e quer juntar ainda mais os pequenos leitores: "Tenho muita vontade de divulgar em todo o Brasil uma fórmula diferente de fazer as crianças a gostarem de ler um bom livro".

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Folclore - Estrela das águas (lenda da Vitória-Régia) 5º/6ºanos- Interpretação

Essa lenda é uma adaptação, há muitas versões e acabei juntando duas ou três em uma só para trabalhar a leitura e interpretação com o tema Folclore Brasileiro com meus alunos dos 6º anos..


Estrela das águas

Há muito tempo, nas margens do majestoso Rio Amazonas, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas índias prediletas, se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. 

Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Apaixonou-se pela Lua. Então, à noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse. 

E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe.
Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas do rio, a figura refletida da Lua. A pobre moça, imaginando que a Lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
Tupã que tudo via, ficou com pena da jovem índia, resolveu transformá-la em uma estrela diferente daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta vitória-régia, que floresce em todas as luas.          
Eis aí, como nasceu, da imaginação fértil e criadora de nossos índios, a história da Vitória-Régia, ou Uapê, ou Iapunaquê-uapê, a maior flor do mundo.

Entretanto, Uapê só abre suas pétalas à noite, para poder abraçar a lua, que se vem refletir em sua aveludada corola.        

Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas. 
(A lenda da Vitória-Régia - adaptação)

Após ler a lenda, responda: