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domingo, 31 de agosto de 2014

Uma noite no paraíso - conto de assombração - Interpretação 7ºAno

Nos 7º anos estamos trabalhando contos de terror, causos, lendas urbanas. A garotada gostou desse conto de Ítalo Calvino. É bem legal para fazer uma interpretação. Dependendo do objetivo, pode-se trabalhar a estrutura da narrativa de forma mais elaborada que a questão 1.


Uma noite no paraíso


Era uma vez dois grandes amigos que, de tanto que se queriam, haviam feito um juramento: quem casasse primeiro deveria chamar o outro para padrinho, mesmo que se encontrasse no fim do mundo.
Depois de algum tempo, um dos amigos morre. O outro, devendo casar, não sabia como fazer e pediu conselhos ao confessor.
— Negócio complicado — disse o pároco —,você deve manter a sua palavra. Convide-o mesmo estando morto.Vá até o túmulo e diga o que tem a dizer. Ele decidirá se vem ou não.
O jovem foi até o túmulo e disse:
— Amigo, chegou o momento, vem para ser meu padrinho!
Abriu-se a terra e pulou fora o amigo.
— Claro que vou, tenho que manter a promessa, pois se não a mantiver não sei quanto tempo terei que ficar no purgatório.
Vão para casa e depois à igreja para o matrimônio. A seguir veio o banquete de núpcias e o jovem morto começou a contar histórias de todo tipo, mas não dizia uma palavra sobre o que vira no outro mundo. O noivo não via a hora de lhe fazer umas perguntas, mas não tomava coragem. No final do banquete, o morto se levanta e diz:

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Como surgiram os diamantes 5º/6º anos Interpretação

A lenda tem por característica a oralidade. Não se conhece autor dessas narrativas: pertence à cultura popular, há tantas versões de mesma história contada em diversas regiões do país. Essa é a minha.

Como surgiram os diamantes

Há muito tempo, antes dos caraíbas aqui chegarem, em 1500, os índios eram os verdadeiros donos da terra, a qual chamavam de Pindorama , que significa  em tupi-guarani.
Naquela época, numa taba que ficava perto do grande rio, vivia  uma jovem índia, tão formosa e tão bonita quanto uma flor, por isso chamava Potira . A jovem conquistou o coração de Itagiba, um valente guerreiro, de braços fortes. O casamento foi comemorado com grande festa e o casal vivia muito feliz.
Pouco tempo depois começou uma guerra contra outra tribo. Itagiba deveria partir para lutar junto com os outros guerreiros e defender seu povo contra o inimigo. Com muita tristeza despediu-se de sua amada esposa e prometeu que logo voltaria.
A índia ficou na margem do rio acompanhando com os olhos a canoa em que ia Itagiba. Mesmo com tamanha tristeza, Potira,  não derramou uma só lágrima.
Todos os dias  Potira ia para a beira do rio esperar a volta do amado. Doze luas se passaram, ela estava com muitas saudades dele.  
Um dia, a triste notícia chegou.Alguns índios voltaram para a taba e contaram para Potira que Itagiba   Passou o resto da vida na beira do rio, chorando de saudade. As lágrimas brilhantes de Potira foram-se misturando com a areia do rio. Tupã, ao ver tanto sofrimento, ficou impressionado e se apiedou da pobre  jovem. Para que todos se lembrassem do grande amor de Potira,Tupã transformou suas lágrimas em diamantes.  O brilho dessas pedras faz lembrar as lágrimas de saudade da índia Potira.
 Dizem que é por isso que os mineiros encontraram os diamantes misturados no cascalho dos rios.

 Após ler o texto, responda:

sábado, 16 de agosto de 2014

Cobra-Honotato- 5º/6ºanos Caça-palavras e interpretação

Há muitas lendas interessantes no site: http://www.paraturismo.pa.gov.br/ e no livro As 100 melhores lendas do folclore brasileiro, de A S Franchini, da Ed. L&PM. Criei um caça-palavras e algumas questões de interpretação para essa lenda.

Cobra Honorato

                  “Cobra Honorato" é uma lenda conhecida do folclore amazônico. 
Conta a lenda que, em uma tribo, uma índia engravidou da Boiúna (sucuri) e deu à luz duas crianças gêmeas que, na verdade, eram  cobras.  O  menino recebeu o nome de Honorato e a menina foi  chamada de Maria Caninana 
           A índia consultou o pajé para saber se devia matá-los e decidiu deixá-los à margem do rio Tocantins, onde ficaram ‘encantados’.
           Lá no rio eles se criaram sozinhos como cobras. Honorato era bom, mas Maria Caninana (mal chamada, já que caninana, na língua tupi, quer dizer “cobra não venenosa”) era muito perversa. Afogava banhistas, naufragava embarcações, assombrava viajantes e atacava animais. Eram tantas as maldades por ela praticadas, que Honorato acabou por matá-la para colocar um fim às perversidades.
          Honorato, ou Norato, como era também conhecido, em algumas noites de luar, perdia o encanto e adquiria a forma humana, transformando-se num belo rapaz, deixando as águas para levar uma vida normal na terra. Ele adorava a dança e aparecia sempre em bailes ribeirinhos, encantando a todos com sua elegância.
          Nas margens do rio ficava sua pele enorme de cobra, esperando por sua volta. O encanto só se quebraria se alguém tivesse coragem de derramar leite na boca da enorme cobra e fazer um ferimento na cabeça até sair sangue, mas ninguém tinha coragem de enfrentar o enorme monstro.
                  Um dia, um soldado arrojado do Pará conseguiu libertar Honorato da maldição. Colocou leite em sua boca e o feriu com um golpe de sabre. 
                 Desde então, Cobra-Honorato deixou de ser cobra e  pôde viver em terra, como um homem normal. O que foi feito dele depois, ninguém sabe. Há quem diga que virou soldado e foi servir no mesmo batalhão do amigo que o desencantou, mas isto deve ser patranha de algum caboclo malicioso.
                                                                                   (adaptação)


1.Encontre as palavras que completam as frases:

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Sarau de Leitura - projeto de incentivo à leitura


Sarau da Leitura - Pedagoga cria projeto para incentivar crianças a ler

          Incentivar as crianças de São João do Sul - SC a se interessarem pelo mundo mágico da leitura é um dos projetos fundados pela pedagoga Milena Borba. "Eu tenho muitos projetos na área da educação e um deles é incentivar a leitura nas crianças com o meu sarau", comenta. Através do Sarau da Leitura - um projeto de incentivo à leitura por prazer, ela usa textos de internet para interagir com crianças de 7 a 12 anos de idade. "Eu não tenho livros para fazer o sarau, todos os textos são impressos por minha conta, além das fantasias", declara.
De acordo com a pedagoga, nenhum órgão público dá apoio ao projeto. A ideia começou em 2008 na garagem de sua casa. "Além de ler para as crianças, eu dava lanche e me fantasiava, usando o encanto de ler brincando", relembra. Desde então, Milena não parou e quer juntar ainda mais os pequenos leitores: "Tenho muita vontade de divulgar em todo o Brasil uma fórmula diferente de fazer as crianças a gostarem de ler um bom livro".