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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Interpretação - texto CRIANÇA DIZ CADA UMA - 6ºano



CRIANÇA DIZ CADA UMA...

Aninha já estava com dois anos. Loira, linda. Nunca tinha cortado os cabelos. Eram amarelos-ouro e cacheados. “Parecia um anjinho barroco”, diz a mãe coruja.
Lá um dia, a mãe pega uma enorme tesoura e resolve dar um trato na cabeça da criança, pois as melenas já estavam nos ombros. Chama a menina, que chega ressabiada, olhando a cintilante tesoura.
- Mamãe vai cortar o cabelinho da Aninha.
- Aninha olha para a tesoura, se apavora.
- Não quero, não quero, não quero!!!
- Não dói nada...
- Não quero!, já disse.
E sai correndo. A mãe sai correndo atrás. Com a tesoura na mão. A muito custo, consegue tirar a filha que estava debaixo da cama, chorando temendo o pior. Consola a filha.
Sentam-se na cama. Dá um tempo. A menina pára de chorar. Mas não tira o olho da tesoura.
- Olha, meu amor, a mamãe promete cortar só dois dedinhos.
Aninha abre as duas mãos, já submissa, desata o choro, perguntando, olhando para a
enorme tesoura e para a própria mãozinha:
- Quais deles, mãe?

(PRATA, Mário. 100 crônicas de Mário Prata. São Paulo: Cartaz editorial, 1997)

(Questões 1 a  6)
Após ler o texto, assinale a alternativa certa.

1. A ação da narrativa começa quando
(A) Aninha sai correndo.
(B) Aninha abre as duas mãos.
(C) a mãe promete cortar só dois dedinhos.
(D) a mãe pega uma enorme tesoura.

2. As palavras "menina", "que" e "filha" referem-se a Aninha e são utilizadas com a intenção de:
(A) dar continuidade ao texto, evitando a repetição do nome de Aninha.
(B) reforçar a idéia de que a mãe é a personagem principal do texto.
(C) fazer substituições desnecessárias para o entendimento do texto.
(D) tornar o texto incoerente.

3. Aninha não quer cortar os cabelos porque
(A) parecia um anjinho barroco e queria continuar assim.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dinâmica - O CASO DE MIGUEL



A dinâmica  abaixo pode ser realizada com grupos de jovens ou adultos, trabalha :
- A questão dos preconceitos – o julgar o outro;
-Quebra de paradigmas;
-Comunicação e trabalho coletivo.

1.Dividir a turma em equipes para discussão do Estudo de Caso de Miguel.
2.Cada equipe recebe um relato e responde a questão por escrito.
3.Quando as equipes finalizarem, cada uma lê o trecho e a sua análise de como percebe Miguel.
4.Após cada leitura, pode-se questionar quais foram as pistas no trecho que determinaram tal análise.
5. Ler o relato do próprio Miguel contando o que se passara naquele dia.
6. Pedir  os participantes concluam expondo sua opinião e o que aprenderam com essa dinâmica.


RELATO N° 01 – DE SUA MÃE
Miguel levantou-se correndo, não quis tomar café e nem ligou para o bolo que eu havia feito especialmente para ele. Só apanhou o maço de cigarros e a caixa de fósforos. Não aquis colocar o cachecol que eu lhe dei. Disse que estava com pressa e reagiu com impaciência a meus pedidos para se alimentar e abrigar-se direito. Ele continua sendo uma criança que precisa de atendimento, pois não reconhece o que é bom para si mesmo.

Após esse relato, como a equipe percebe Miguel?


RELATO N° 02 – DO GARÇON DA BOATE
Ontem à noite ele chegou aqui acompanhado de uma morena, bem bonita, por sinal, mas não deu a mínima bola para ela. Quando entrou uma loira, de vestido colante, ele me chamou e