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sábado, 5 de dezembro de 2015

Crônica Interpretação - Tatuagem - Moacyr Scliar

Aqui o texto está completo, elaborei algumas questões e usei uma de alternativa retirada de uma prova da prefeitura do Rio.

Tatuagem

Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar mensagem no peito pedindo para não proceder a manobras de ressuscitação em caso de parada cardíaca. Mundo Online, 4.fev.2003

    Ela não era enfermeira (era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim 42: bela mulher, muito conservada. Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia. O homem não comentou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.
     - É bom você anotar -disse ela- porque não será uma mensagem tão curta como essa da inglesa.
      Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar.
    - "Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca" -ditou ela-, "favor não proceder à ressuscitação".
      Uma pausa, e ela continuou:
     - "E não procedam à ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos."
     Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais coisas tatuasse, mais ganharia.
     Ela continuou falando. Agora voltava à sua infância pobre; falava no sacrifício que fora para ela estudar. Contava do rapaz que conhecera num baile de subúrbio, tão pobre quanto ela, tão esperançoso quanto ela. Descrevia os tempos de namoro, o noivado, o casamento, o nascimento dos dois filhos, agora grandes e morando em outra cidade. Àquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como terminaria a história: sem dúvida ela fora abandonada pelo marido, que a trocara por alguma mulher mais jovem e mais bonita. E antes que ela contasse sua tragédia resolveu interrompê-la. Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo que a senhora me contou, eu precisaria de mais três ou quatro mulheres.
    Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num bar ali perto.
    Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão muito bem. Ela sente um pouco de ciúmes quando ele é procurado por belas garotas, mas sabe que isso é, afinal, o seu trabalho. Além disso, ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu próprio peito.          Nada de muito artístico, o clássico coração atravessado por uma flecha, com os nomes de ambos. Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se estivesse vivendo uma nova, e muito melhor, existência.

Moacyr Scliar – Folha de São Paulo – 10/03/2003

Interpretação

1.O cronista se inspirou em um fato real.
a)    Qual é o fato?
b)    De onde foi retirado?

2. O fato gerador do conflito que constrói a crônica é a secretária
(  ) ser mais jovem que a mulher  da notícia.      (  ) concluir que a vida não vale a pena.
(  ) achar romântica a história da enfermeira      (  ) ter se envolvido com o tatuador.

3. Quais as diferenças apontadas pelo narrador entre a mulher da notícia e a mulher da crônica?

4. Transcreva o trecho que mostra como o tatuador imaginava o final da história que a mulher lhe contava.

5. Qual foi a tatuagem especial que o tatuador fez em seu próprio peito para a secretária?

6. Relacione:
(1) Situação inicial     (2) Conflito     (3) Desenvolvimento    (4) Clímax    (5) Desfecho

(  ) Os dois vivem juntos, ele fez uma tatuagem no peito e cada vez que ela  vê, se sente ressuscitada.
(  ) Uma mulher procura um tatuador após ler uma notícia de uma enfermeira que tatuou uma frase inusitada.
( ) A mulher acha que a vida não vale a pena e quer uma tatuagem semelhante a da enfermeira "Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca" -ditou ela-, "favor não proceder à ressuscitação".
(  )  A secretária começa a contar sua história infeliz para o tatuador. Ele a interrompe pois já sabia como terminaria, 
(  ) Ela chora, ele a conforta como pôde e convida-a para tomar alguma coisa.

domingo, 29 de novembro de 2015

O presente de Natal - interpretação 5º/6º ano

Um texto simples singelo e muito significativo

O presente de Natal
    
      Certa vez, um menino acordou em uma véspera de Natal, muito contente, pois uma data muito importante estava para chegar.
     Era o dia do aniversário do menino Jesus, e é lógico, o dia em que o Papai Noel vinha visitá-lo todos os anos.
     Esperava ansiosamente o cair da noite, para voltar a dormir e olhar o seu pé de meia que estava frente a porta, pois não tinha árvore de Natal.
     Dormiu muito tarde, para ver se conseguia pegar aquele "velhinho", mas como o sono era maior do que sua vontade, dormiu profundamente.
     Na manhã de Natal, observou que seu pé de meia não estava lá, e que não havia presente algum em toda a sua casa.
     Seu pai desempregado, com os olhos cheios d’água, observava atentamente ao seu filho, e esperava tomar coragem para falar que o seu sonho não existia, e com muita dor no coração o chama:

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O menino que escrevia versos - Interpretação de texto 9º ano

Esse é um dos melhores contos que conheço (minha opinião). Alguns críticos comparam Mia Couto com Guimarães Rosa. As questões sugeridas podem ser adaptadas de acordo com o objetivo da atividade. Quem quiser conferir gabarito, é só solicitar por email, sem esquecer de mencionar o título do texto e deixar seu email para resposta.

O menino que escrevia versos
Conto de Mia Couto*

De que vale ter voz
se só quando não falo é que me entendem?
De que vale acordar
se o que vivo é menos do que o que sonhei?

(VERSOS DO MENINO QUE FAZIA VERSOS)



— Ele escreve versos!
Apontou o filho, como se entregasse criminoso na esquadra. O médico levantou os olhos, por cima das lentes, com o esforço de alpinista em topo de montanha.
— Há antecedentes na família?
— Desculpe doutor?
O médico destrocou-se em tintins. Dona Serafina respondeu que não. O pai da criança, mecânico de nascença e preguiçoso por destino, nunca espreitara uma página. Lia motores, interpretava chaparias. Tratava bem, nunca lhe batera, mas a doçura mais requintada que conseguira tinha sido em noite de núpcias:

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Atividade: Organização de texto 5°/6° Anos

Depois de fazer atividade, que tal produzir uma narrativa de aventura tendo a bruxinha Filomena como personagem? O gabarito está após a atividade.

Trecho do livro O Ovo da Bruxa - Madeleine Edmondson , adaptação de  Luiz Fernandes.

Atividade: 
1.Recortar, organizar o texto seguindo as pistas e depois colar no caderno na ordem correta.

1.Quem sou eu?
2.Não sou muito bonita.
3.Não ligo pra moda.

domingo, 25 de outubro de 2015

O suor e a lágrima - Interpretação de texto (crônica) 8º/9º ano


Mais uma crônica para interpretação. É importante que o aluno perceba que trata-se de uma crônica,  parte de um acontecimento comum, é narrado em 1ª pessoa...

O suor e a lágrima

Fazia calor no Rio, quarenta graus e qualquer coisa, quase quarenta e um. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o dia mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o voo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de coro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante.

O pombo enigmático - Interpretação 7º/8º ano

Um texto bem interessante para falar de  convivência, trata-se de um encontro que gerou um desentendimento por culpa de um atraso. 

O pombo enigmático

   Na inelutável necessidade do amor (era quase primavera) pombo e pomba marcaram um encontro galante quando voavam e revoavam no azul do Rio de Janeiro. Era bem de manhãzinha.
   - Às quatro em ponto me casarei contigo no mais alto beiral – disse o pombo.
   - Candelária? – perguntou a noiva.
   - Do lado norte – respondeu ele.
   - Tá – assentiu com alegria e pudor a pomba.
 

O Menino no espelho - Interpretação 6º ano

Esse é um trecho do livro O menino do espelho, uma boa indicação de leitura para os alunos. Se precisar de gabarito para conferir, é só pedir por email.

O menino no espelho

   Levantava a perna, e ele levantava também, ao mesmo tempo. Abria os braços e ele fazia o mesmo. Coçava a orelha, e ele também.
   [...] Quando volto a olhá-lo no rosto, vejo assombrado que ele continua a sorrir. Como se agora estou absolutamente sério?
  [...] Um calafrio me corre pela espinha, arrepiando a pele: há alguém vivo dentro do espelho! Um outro eu, o meu duplo, realmente existe! Não é imaginação, pois ele ainda está sorrindo, e sinto o contato de sua mão na minha, seus dedos aos poucos entrelaçarem os meus.
   

Uma lição inesperada - Interpretação 6º ano

Um ótimo texto texto para discutir as diferenças. Professor que quiser conferir gabarito das questões sugeridas, mandar o end. de email.

Uma lição inesperada

No último dia de férias, Lilico nem dormiu direito. Não via a hora de voltar à escola e rever os amigos. Acordou feliz da vida, tomou o café da manhã às pressas, pegou sua mochila e foi ao encontro deles. Abraçou-os à entrada da escola, mostrou o relógio que ganhara de Natal, contou sobre sua viagem ao litoral. Depois ouviu as histórias dos amigos e divertiu-se com eles, o coração latejando de alegria.
Aos poucos, foi matando a saudade das descobertas que fazia ali, das meninas ruidosas, do azul e branco dos uniformes, daquele burburinho à beira do portão. Sentia-se como um peixe de volta ao mar. Mas, quando o sino anunciou o início das aulas, Lilico descobriu que caíra numa classe onde não havia nenhum de seus amigos.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

EU SOU PROFESSOR (15 DE OUTUBRO -Dia do Professor)


Com o belo poema de Schaller,  deixo aqui a minha homenagem aos meus colegas de profissão. Não é fácil, mas com amor, dedicação e esforço procuram fazer o melhor...


EU SOU PROFESSOR - John W. Schlatter
(Tradução de Tatiana Belinky e adaptação de Guiomar Namo de Mello)

Eu sou um professor.

Nasci no primeiro momento quando uma pergunta saltou da boca de uma criança.


domingo, 27 de setembro de 2015

Atividade 5º/6º ano - Organização de texto

Atividade – Organização de texto (adaptado do Gestar II)

1.Para entender esse texto, você deve organizar as informações, determinando a sequência  dos fatos. Preste atenção às letras maiúsculas e a pontuação. Em seguida, reescreva-o.

Uma história sem pé nem cabeça!
(Rosana Rios)

(  ) Marília era bem pequena, 
(  ) ponta dos pés, querendo alcançar 
(  ) que a cômoda no quarto da 
(  ) conseguia se lembrar quantos 
(  ) colo e deixava que os tocasse 
(  ) Tudo o que havia sobre a 
(  ) os vidros de perfume, a caixa 
(  ) mãe mostrava os porta-retratos, 
( ) onde acendiam velas se 
(  ) de joias (com margaridas pintadas . 
(  ) quando descobriu o Mar. Não 
(  ) mãe era mais alta que ela
(  ) Dona Beatriz ria ao vê-la na 
(  ) cômoda parecia precioso, intocável. 
(  ) anos tinha, mas lembrava-se 
(  ) na tampa) o castiçal prateado 
(  ) faltava luz à noite. 
(  ) os objetos. Pegava Marília no 
(  ) com os dedinhos grossos. A 
(  ) – Mamãe, deixa eu ver lá em cima! 

2. Releia o texto já organizado e responda:

Uso de tecnologia influencia nosso cérebro? Interpretação e produção de texto

Preparei essa atividade pensando na intertextualidade e interpretação de textos de diferentes gêneros sobre um tema muito recorrente, e que cada vez mais está presente nas salas de aula e na produção textual.


Uso de tecnologia influencia nosso cérebro?

Leia os textos a seguir


Texto 1 – Charge de Caco Galhardo

Disponível em
http://conexaobytes.blogspot.com.br/2013/02/armazenamento-charge.html

Texto 2
Pesquisa indica que uso excessivo de celular deixa o cérebro preguiçoso

sábado, 26 de setembro de 2015

Do bullying ao cyberbullying – atitudes que machucam

Do bullying ao cyberbullying – atitudes que machucam

Combater o bullying é um grande desafio para as escolas, pais e professores precisam estar atentos

Por Fátima Pereira especial para o Jornal SuperaBR - Educação

     Antigamente certas atitudes eram vistas apenas como brincadeiras de mau gosto, mas há cerca de 15 anos essas “brincadeiras” começaram a ser vistas como agressão e violência, inclusive levando adolescentes ao suicídio. Essas atitudes ganharam um nome: bullying – termo em inglês que pode ser traduzido como "intimidar" ou "amedrontar” (em inglês 'bully' significa valentão, brigão). Pode-se definir bullying como uma prática de desrespeito que tem como objetivo a inferiorização do outro.
     Esse é um problema mundial encontrado em qualquer ambiente social, principalmente

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Interpretação 7º ano A cidade do Óbvio

A cidade do Óbvio

    É fácil localizar a cidade do óbvio. Ela fica exatamente onde você esperava que ela ficasse, e inclusive, está identificada no mapa pela palavra "Óbvio". Quem for de carro deve seguir as indicações na estrada até chegar onde quer ir: é Óbvio. Pode-se ir de ônibus, tendo o cuidado de pegar um ônibus que não vá para outro lugar, ou de trem, desde que se desça na estação certa. O nome da cidade, Óbvio, está escrito na estação com letras. Se o nome na estação for outro, não é Óbvio. É claro.

   Apesar de uma certa mesmice, as casas de Óbvio, todas feitas com material de construção, se distinguem por certos detalhes arquitetônicos, como janelas e portas que abrem e fecham. Existem ruas. A cidade é cheia de lugares comuns.

     Em Óbvio conversa-se pouco. Primeiro, porque desde a fundação da cidade ninguém jamais teve um pensamento original e os assuntos se repetem. Segundo, porque as pessoas não precisam dizer nada. Em Óbvio, está tudo na cara.

      Óbvio fica logo depois de Evidente para quem vai a Redundância.
      E Óbvio tem uma peculiaridade quanto ao clima, lá só chove no molhado.

                                                                             Luís Fernando Veríssimo

1.Esse texto é:
(   ) conto   (   ) crônica     (  )   roteiro de viagem

2. Qual é o tema tratado no texto?

3.Dê o significado das palavras abaixo (use o dicionário):
Óbvio
Redundância
Truísmos
Peculariedade
Mesmice

4.Qual a diferença entre “lugar comum” e “lugar-comum”?

5.O texto é composto por obviedades. Qual efeito o autor produziu?

6.Indique se a afirmação é verdadeira (V) ou falsa (F):
(  ) Óbvio é uma cidade turística pouco conhecida, por isso o autor dá tantas explicações para se chegar até lá.
(  ) O texto ironiza a falta de criatividade.
(  ) As informações contidas no primeiro parágrafo são desnecessárias.
(  ) Óbvio é uma cidade muito diferente das outras.
(  ) Em Óbvio falta assunto entre as pessoas.

7.O que significa “chover no molhado”?


8.O que uma pessoa pode fazer para fugir do óbvio ou da mesmice?

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS

LINGUAGEM CONOTATIVA - EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS


No exemplo dado, quando ouvimos ou lemos CADEIRA, temos em mente o conceito. Muitas vezes uma palavra pode ser empregada com um sentido diferente do real, com outro significado, ou seja, usado no sentido figurado ou de forma conotativa.
Usamos muito a linguagem conotativa em nosso cotidiano, na linguagem informal, mas ela também é muito usada  na poesia, no texto literário,  em que predomina o aspecto subjetivo e que muitas vezes depende do contexto.

“Essa é uma  página virada na minha vida.”

sábado, 12 de setembro de 2015

Interpretação 6º ano - O melhor amigo

O melhor amigo

 Fernando Sabino

   A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto.
   - Meu filho? – gritou ela.
   - O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível.
   - Que é que você está carregando aí?
   Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.
   - Eu? Nada ...
   - Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
   Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la.
   Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:

O homem cuja orelha cresceu - Interpretação de texto

O conto de Ignácio de Loyola Brandão, além da sugestão de interpretação que segue após o texto,  é muito interessante para se trabalhar a narrativa fantástica, os elementos da narrativa e os recursos utilizados para prender a atenção do leitor. Professores que queiram conferir o gabarito, basta enviar email, ou pedir nos comentários, mas por favor, deixem seus emails para respostas, mesmo se tiver Google +.


O homem cuja orelha cresceu

Estava escrevendo, sentiu a orelha pesada. Pensou que fosse cansaço, eram 11 da noite, estava fazendo hora-extra. Escriturário de uma firma de tecidos, solteiro, 35 anos, ganhava pouco, reforçava com extras. Mas o peso foi aumentando e ele percebeu que as orelhas cresciam. Apavorado, passou a mão. Deviam ter uns dez centímetros. Eram moles, como de cachorro. Correu ao banheiro. As orelhas estavam na altura do ombro e continuavam crescendo. Ficou só olhando. Elas cresciam, chegavam a cintura. Finas, compridas, como fitas de carne, enrugadas. Procurou uma tesoura, ia cortar a orelha, não importava que doesse. Mas não encontrou, as gavetas das moças estavam fechadas. O armário de material também. O melhor era correr para a pensão, se fechar, antes que não pudesse mais andar na rua. Se tivesse um amigo, ou namorada, iria mostrar o que estava acontecendo. Mas o escriturário não conhecia ninguém a não ser os colegas de escritório. Colegas, não amigos. Ele abriu a camisa, enfiou as orelhas para dentro. Enrolou uma toalha na cabeça, como se estivesse machucado.

domingo, 30 de agosto de 2015

Produção de texto 2 - Narrativa de suspense

Produção de texto - Narrativa de suspense

Ao produzir uma narrativa, lembre-se: o título deve ser interessante, fazer parágrafos, usar pontuação adequada, manter o mesmo foco narrativo, manter o interesse do leitor, prestar atenção à ortografia...


Continue o texto a partir da seguinte situação inicial: 


No sábado, resolvemos ir a uma festa na casa de um colega, do outro lado da cidade. Como não conhecíamos bem o bairro, descemos do ônibus dois pontos antes e tivemos que caminhar. Já estava escurecendo e o que encontramos naquela esquina, encheu-nos de pavor.


Produção de texto 1 - Narrativa de aventura

Produção de texto 1 – Narrativa de Aventura 

Produza um texto narrativo em que uma personagem  viverá uma aventura fantástica: ele (ou ela) encontrará um livro muito antigo e será “tragado”  para seu interior; lá encontrará um mundo fantástico e bem diferente do nosso. A partir daí, o personagem viverá uma grande aventura.  Quando voltar a nossa realidade, o personagem deve concluir que a leitura sempre lhe proporcionará grandes aventuras.
 Não se esqueça de que:
• dar um título bem interessante;
• descrever o cenário (lugar)
• os personagens devem ter nomes;
• o foco narrativo deve ser em 3ª pessoa;
• o texto deve ter no mínimo 20 (vinte) linhas; e, no máximo, 25 (vinte e cinco) linhas;

• podem existir diálogos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Charge - Maioridade penal - Interpretação

O termo charge é proveniente do francês “charger” (carregar, exagerar). Na charge o autor expressa graficamente a sua visão sobre determinadas situações já acontecidas ou em acontecimento ao seu redor por meio do humor.
É um gênero atraente aos olhos do leitor; pois, a imagem é de rápida leitura, transmite múltiplas informações de uma só vez. No entanto, se o leitor não tiver conhecimento de mundo, ele não entenderá a charge, pois precisa também estar informado acerca do contexto político e social do país.


Observe com atenção a charge, lembrando que os elementos linguísticos são importantes para explicitar a sua intencionalidade ou completar o sentido.

Charge fonte: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/

a. Quem é o autor dessa charge?

b. Qual o tema abordado?

c. O que os policiais estão fazendo?

d. Uma palavra pode ter vários sentidos. Nessa charge que sentidos podemos atribuir à palavra “limpos”?

e. O que o policial quis dizer quando falou ao parceiro “Sorte sua”?



f. Você é contra ou a favor da redução da maioridade penal? Use argumentos para reforçar a sua posição sobre o assunto.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

HINO NACIONAL - sugestão de atividade


A letra do HINO NACIONAL parece muito distante da realidade dos alunos. Mesmo aqueles que conseguem cantá-lo, não sabem muito sobre o significado da letra.

Um projeto que iniciei ano passado foi o de primeiro trabalhar a letra do Hino, conhecendo os significados das palavras pouco conhecidas ou em desuso. Desta maneira, além do uso do dicionário, pode-se trabalhar gramática, como a questão do uso do sujeito.

Dependendo da série, pode-se apresentar uma atividade com grau maior de dificuldade. Para o 6º ano, o uso de dicionário é uma ótima atividade, além de conhecer as palavras do HINO, saber usar o dicionário é fundamental para qualquer matéria.

1ª ETAPA


  • Distribuir uma cópia do Hino Nacional para cada aluno (ou dupla) ou pedir que eles copiem do livro didático ou apostila caso tenham;
  • Solicitar que sublinhem as palavras que não conhecem, o significado e fazer uma lista no caderno;
  • Solicitar que procurem no dicionário,  e escrevam no caderno, lembrando que o dicionário apresenta várias definições para um mesmo verbete, devem  escolher aquele que mais se aproxima do sentido na frase;
  • Trocar a s palavra sublinhada no HINO por seus  significados;
Fazer a leitura do hino, verificando se assim ficou mais claro o entendimento e responder as questões abaixo:


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Jeitinho brasileiro e as nossas pequenas corrupções

Trabalhando com a questão das pequenas corrupções, adaptei alguns conteúdos para discussão em sala com a turma dos 7º anos. Aproveitei para o uso do dicionário, e posteriormente produção de texto (os alunos tiveram acesso a outros textos, como a crônica do Walcyr Carrasco sobre Pequenas Corrupções).


Jeitinho brasileiro e as nossas pequenas corrupções

"Jeitinho", expressão brasileira para um modo de agir informal amplamente aceito, que se vale de improvisação, flexibilidade, criatividade, intuição, etc., diante de situações inesperadas, difíceis ou complexas, não baseado em regras, procedimentos ou técnicas estipuladas previamente. "Dar um jeito" ou "Dar um jeitinho" significa encontrar alguma solução não ideal ou previsível. Por exemplo, para acomodar uma pessoa a mais inesperada em uma refeição, "dá-se um jeitinho".
O "jeito" ou "jeitinho" pode se referir a soluções que driblam normas, ou que criam artifícios de validade ética duvidável.
    A expressão "jeitinho" no diminutivo em certos casos, assume um sentido puramente negativo, significando não só driblar mas violar normas e convenções sociais, uma forma dissimulada de navegação social tipicamente brasileira, na qual são utilizados recursos como apelo e chantagem emocional, laços emocionais e familiares, recompensas, promessas, dinheiro, e outros ou francamente antiéticos para obter favores para si ou para outrem, às vezes confundido ou significando suborno ou corrupção.
   Vamos conferir alguns exemplos:
  • Pagamento de propina, para ser aprovado no exame da carteira de habilitação de motoristas.
  • Dar dinheiro para o guarda de trânsito não aplicar uma multa. A frase "tem como dar um jeitinho?", não é necessariamente considerada suborno, apenas um apelo ao uso de flexibilidade, complacência.
  •   Deixar tudo para última hora: pagamentos, procedimentos burocráticos, responsabilidades.
  • Chorar para um vendedor o desrespeitando, para fazer seu trabalho mão de obra muito mais barato. 
  • Estacionar veículos, utilizar filas prioritárias e assentos destinados exclusivamente para idosos e deficientes. 
  •  Vender seu voto ou trocá-lo por algum benefício pessoal, como emprego, material de construção, cesta básica, etc.
  •    Na escola, dar uma olhada na resposta do colega (a famosa "Cola").
  • Andar com o veículo pelo acostamento.
  • Furar fila. 
  • Fazer ligação ilegal de serviços como TV a Cabo, Energia Elétrica, etc.
  • Apresentar atestado médico falso ou mentir que está doente.
  • Usar o vale refeição para fazer compras no supermercado.
  •  Vender ou comprar produtos falsificados e/ou contrabandeados.
  •  Não dar nota fiscal.
  • Falsificar carteirinha de estudante para obter descontos e benefício.
  • Bater o ponto de trabalho para o amigo.
Os adeptos do "jeitinho" consideram de alto status agir desta forma, como se isto significasse ser uma pessoa articulada, bem posicionada socialmente, capaz de obter vantagens inclusive ilícitas, consideradas imorais por outras culturas.


Atividades
Você sabe o significado das palavras abaixo? Procure no dicionário o significado que esteja de acordo com o contexto:
driblar –
ética-
antiético -
convenções sociais-
suborno-
corrupção-
artifícios –


2. Segundo o texto, o “jeitinho” brasileiro pode se caracterizar de três formas. Quais são?
3. Para você, quais os problemas que esse “jeitinho brasileiro traz para a sociedade?
4. Dos itens mencionados, quais você já presenciou ou soube que alguém conhecido fez?
5. O que você faria se encontrasse uma carteira com muito dinheiro ou um objeto de grande valor?
6. Você acha que o brasileiro se acostumou com a corrupção, por isso acha normal quando um político rouba ou age em benefício próprio? Justifique sua resposta.

Produção de texto


Temos visto o caso do Petrolão, ou a Operação Lava-jato, que é um escândalo nacional, de grandes proporções e muitas pessoas envolvidas, mas pouco se fala sobre as pequenas corrupções. O que você pensa a respeito?

Redija um pequeno texto sobre o assunto, use argumentos, dê exemplos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Maneira de amar - Interpretação de texto

Um texto muito singelo, simples, e ao mesmo tempo profundo. 


MANEIRA DE AMAR
O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. 
“Você o tratava mal, agora está arrependido?” ”Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de mar, ele sabia disso, e gostava”.


Carlos Drummond de Andrade, A cor de cada um. Ed. Record, 1997 (fragmento)

Interpretação

1.Assinale V  (verdadeiro) ou F (falso), de acordo com o texto:

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Jornal da turma - saiu a primeira edição


Saiu a primeira edição do jornal da turma dos 7º anos, com textos dos alunos, dicas de leitura...
Agora os alunos já começam a pensar na  pauta para a segunda edição.



Primeira edição do jornal da turma dos 7º anos

domingo, 2 de agosto de 2015

Folclore - Estrela das águas (lenda da Vitória-Régia) 5º/6ºanos- Interpretação

Essa lenda é uma adaptação, há muitas versões e acabei juntando duas ou três em uma só para trabalhar a leitura e interpretação com o tema Folclore Brasileiro com meus alunos dos 6º anos..


Estrela das águas

Há muito tempo, nas margens do majestoso Rio Amazonas, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas índias prediletas, se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. 

Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Apaixonou-se pela Lua. Então, à noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse. 

E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe.
Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas do rio, a figura refletida da Lua. A pobre moça, imaginando que a Lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
Tupã que tudo via, ficou com pena da jovem índia, resolveu transformá-la em uma estrela diferente daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta vitória-régia, que floresce em todas as luas.          
Eis aí, como nasceu, da imaginação fértil e criadora de nossos índios, a história da Vitória-Régia, ou Uapê, ou Iapunaquê-uapê, a maior flor do mundo.

Entretanto, Uapê só abre suas pétalas à noite, para poder abraçar a lua, que se vem refletir em sua aveludada corola.        

Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas. 
(A lenda da Vitória-Régia - adaptação)

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