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A maioria das atividades é de fácil resolução, indico sempre que o professor o faça primeiro para ver o aplicabilidade em determinada turma. Como os pedidos de gabaritos são muitos, não tenho como responder a todos.

domingo, 2 de agosto de 2015

Folclore - Estrela das águas (lenda da Vitória-Régia) 5º/6ºanos- Interpretação

Essa lenda é uma adaptação, há muitas versões e acabei juntando duas ou três em uma só para trabalhar a leitura e interpretação com o tema Folclore Brasileiro com meus alunos dos 6º anos..


Estrela das águas

Há muito tempo, nas margens do majestoso Rio Amazonas, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas índias prediletas, se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. 

Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Apaixonou-se pela Lua. Então, à noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse. 

E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe.
Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas do rio, a figura refletida da Lua. A pobre moça, imaginando que a Lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
Tupã que tudo via, ficou com pena da jovem índia, resolveu transformá-la em uma estrela diferente daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta vitória-régia, que floresce em todas as luas.          
Eis aí, como nasceu, da imaginação fértil e criadora de nossos índios, a história da Vitória-Régia, ou Uapê, ou Iapunaquê-uapê, a maior flor do mundo.

Entretanto, Uapê só abre suas pétalas à noite, para poder abraçar a lua, que se vem refletir em sua aveludada corola.        

Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas. 
(A lenda da Vitória-Régia - adaptação)

Após ler a lenda, responda:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Caio? Texto para interpretação - causo

Mais uma história para sacudir o esqueleto. Na interpretação, o quadro é útil para esquematizar e reforçar os elementos da narrativa.

Os causos são histórias fantásticas que podem ser engraçadas ou assustadoras, mas que devem ser contadas obedecendo a algumas regrinhas: um causo, para ser bem contado, tem que conferir às palavras entonação, ritmo e até mesmo sotaque e expressões interioranas. Esses elementos são fundamentais para capturar a atenção de quem ouve e provocar as mais diferentes sensações. 

Caio?

   De madrugada, acordou com uma voz cavernosa:
  - Caaaaaaio? Caaaaaaio? – a voz repetia.
   Acontece que o homem se chamava Caio. Ele estranhou muito e foi com custo que gaguejou:
  - A-a-a-qui.
   E na mesma hora um osso de perna caiu em cima dele. O homem gelou. Mas não adiantava correr, a assombração sabia até seu nome. Melhor era continuar deitado e se cobrir todinho. Dali a pouco o vozeirão recomeçou:
  - Caaaaaaio? Caaaaio?
  

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ousadia - Interpretação crônica 8/9º ano

Ótima crônica para discutir a questão do preconceito. O texto já tem algumas décadas, mas o tema  é bem atual. O professor pode dividir a leitura em duas partes, para que os alunos façam suposições sobre o que vai acontecer, depois continuar a leitura do restante do texto e fazer as questões da interpretação sugeridas após o texto. Quem quiser gabarito para conferir é preciso enviar o email (correto, por favor) para resposta e se identificando como professor(a).

OUSADIA
Fernando Sabino

1ª parte

A moça ia no ônibus muito contente desta vida, mas, ao saltar, a contrariedade se anunciou:
- A sua passagem já está paga, disse o motorista.
- Paga por quem?
- Esse cavalheiro aí:
E apontou um mulato bem vestido que acabara de deixar o ônibus, e aguardava com um sorriso junto à calçada.
- É algum engano, não conheço esse homem. Faça o favor de receber. 
- Mas já está paga...
 Faça o favor de receber! – insistiu ela, estendendo o dinheiro e falando bem alto 
para que o homem ouvisse: - Já disse que não conheço! Sujeito atrevido, ainda fica ali me esperando, o senhor não está vendo? Por favor, faço questão que o senhor receba minha passagem.

terça-feira, 23 de junho de 2015