A maioria das atividades é de fácil resolução, indico sempre que o professor o faça primeiro para ver o aplicabilidade em determinada turma. Como os pedidos de gabaritos são muitos, não tenho como responder a todos.
Antes da leitura - ler o título e os dois primeiros
parágrafos, para o levantamento de hipóteses e suspeitas inteligentes: sobre o
que será o texto? A palavra caso pode ter mais de um sentido? Quais?
Após a leitura - as hipóteses se confirmaram? Os
alunos perceberam qual o gênero do texto lido (se eles estão bem familiarizados com a CRÔNICA, perceberão as características presentes no texto. A questão 10 é resposta pessoal, se alguém tiver alguma dúvida quanto ao gabarito é só pedir deixando email.
CASO DE SECRETÁRIA
Foi trombudo para o escritório. Era dia
de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima
alusão á data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a
família o tratava? Ele que vivia para seus, que se arrebentava de trabalhar,
não merecer um beijo, uma palavra ao menos!
Mas no escritório, havia flores à sua
espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia
muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrava. Era mais do que
uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até
então a considerara; era um coração amigo.
Passada a surpresa, sentiu-se ainda
mais borocochô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois
então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos,
nada?
O objetivo da atividade é mostrar que, ao escrever, é preciso evitar a ambiguidade: afrase do cartaz permite diferentes
leituras, diferentes interpretações.
Numa pizzaria, ao
lado da porta de entrada, um cartaz avisava:
1.Como você interpreta esse aviso?
2. Leia o trecho abaixo:
Um rapaz entra, lê o cartaz, senta-se a uma mesa e pede
ao garçom:
- Por favor, um suco.
O garçom esclarece:
- Se você não for comer alguma coisa, não poderei
servir-lhe o suco. Você leu o aviso?
- Li – responde o rapaz. – Ele é óbvio e, por isso,
inútil.
- Desculpe – argumenta o garçom - , mas você não leu
corretamente o cartaz.
- Li, sim – diz o rapaz. – Vocês é que não o escreveram corretamente.
Responda:
a) Como o rapaz interpretou a informação do aviso, para
considerá-lo óbvio?
b) Como a pizzaria esperava que os fregueses interpretassem a
frase?
c) Fazendo as alterações
necessárias, escreva a frase do cartaz, de modo que ela informe com clareza aos
fregueses.
3. A sua interpretação da frase foi igual a do rapaz ou da pizzaria? Adaptado de Novas Palavras - FTD -1997
A língua é viva e dinâmica, em
um país grande como o nosso, ela sofre diversas alterações feitas por seus
falantes,
dependendo da região, classe social, da idade, do sexo, da época, apresenta
variações linguísticas. Nessa atividade a proposta é discutir as variações
linguísticas, o preconceito. Ainda há a diferença entre o “português escrito” e o “português
falado” e a situação comunicativa.
Nessa
atividade, vamos ler (e de preferência, ouvir) a música Samba do Arnesto, de
Adoniram Barbosa. Ao terminar a atividade, é importante que o aluno perceba que o compositor fez pode
ser chamado delicença
poética, pois ele transportou para a modalidade escrita a variação
linguística presente na modalidade oral e não que a música está repleta de
erros.
O Ernesto levou fama por “dar um bolo” no compositor, a história
(que segundo Sr. Ernesto nunca aconteceu) é narrada no famoso Samba do Arnesto
(1953). Adoniran Barbosa tornou-se um dos maiores nomes do cancioneiro popular
brasileiro e uma das mais importantes vozes da população ítalo-paulistana.
Às críticas que recebia Adoniran rebatia: "só faço samba pra povo. Por
isso faço letras com erros de português, porquê é assim que o povo fala. Além
disso, acho que o samba, assim, fica mais bonito de se cantar."( Biografia completa disponível
em http://almanaque.folha.uol.com.br/adoniram.htm)
Samba do Arnesto
Composição: Adoniran e Nicola Caporrino (Alocin)
O
Arnesto nos convidou Prum samba ele mora no Brás Nóis fumos e num econtremos ninguém Nóis vortemos cum uma baita de uma reiva Da outra veiz, nóis num vai mais Nóis não semos tatu! O Arnesto nos convidou Prum samba ele mora no Brás Nóis fumos e num econtremos ninguém Nóis vortemos cum uma baita de uma reiva Da outra veiz, nóis num vai mais
Noutro dia encontremo com o Arnesto Que pediu discurpas mais nóis não aceitemos Isso não si faiz Arnesto, nóis não si importa Mas você devia ter ponhado um recado na porta O Arnesto nos convidou Prum samba ele mora no Brás Nóis fumos e num econtremos ninguém Nóis vortemos cum uma baita duma reiva Da outra veiz, nóis num vai mais Noutro dia encontremo com o Arnesto Que pediu discurpa mais nóis não aceitemos Isso não si faiz Arnesto, nóis não si importa Mas você devia ter ponhado um recado na porta
Um recado Anssim ói: "Ói, turma, num deu
prá esperá
Aduvido que isso num faz mar, num tem
importância, Assinado em cruz porque não sei escrever:
Arnesto"
Atividades
1.Observando a letra da música, percebemos que muitas
palavras estão em desacordo com a norma culta. Circule-as e escreva-as de
acordo com as regras da gramática.
2. O verso em que o pronome destacado apresenta
uma forma inadequada:
(A) O Arnesto NOS convidou prum samba, ele mora no
Brás
(B) Isso não se faz, Arnesto, nós
não SE importa
(C) Da OUTRA vez nós num vai mais
(D) Mas VOCÊ devia ter ponhado um
recado na porta
3. Justifique sua resposta na questão anterior.
4. Qual a intenção do autor ao
utilizar palavras e expressões que se desviam da norma culta?
5. Se a letra da música estivesse de acordo com a norma culta,
ela teria o mesmo efeito? Por quê?
Associando dois textos
sobre o mesmo tema, mas de gêneros textuais diferentes. Importante ressaltar o
que é CHARGE, se os alunos não souberem.
TEXTO 1
O HOMEM FAZ O CLIMA. E FAZ MAL
A interferência do
homem no meio ambiente pode acelerar em milhares de anos os processos naturais
de mudanças climáticas e trazer graves consequências à vida na Terra. O consumo
desenfreado e a explosão demográfica têm sido fatores de forte influência entre
as atividades humanas.
Em consequência,
fenômenos como a elevação da taxa de emissão de gás carbônico (CO2) na
atmosfera podem atingir picos incontroláveis em poucas décadas, sem que a vida na
Terra consiga se adaptar. Se nada for feito, daqui a um século poderemos viver
num ambiente de catástrofe.