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A maioria das atividades é de fácil resolução, indico sempre que o professor o faça primeiro para ver o aplicabilidade em determinada turma. Como os pedidos de gabaritos são muitos, não tenho como responder a todos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Maneira de amar - Interpretação de texto

Um texto muito singelo, simples, e ao mesmo tempo profundo. 


MANEIRA DE AMAR
O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. 
“Você o tratava mal, agora está arrependido?” ”Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de mar, ele sabia disso, e gostava”.


Carlos Drummond de Andrade, A cor de cada um. Ed. Record, 1997 (fragmento)

Interpretação

1.Assinale V  (verdadeiro) ou F (falso), de acordo com o texto:

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Jornal da turma - saiu a primeira edição


Saiu a primeira edição do jornal da turma dos 7º anos, com textos dos alunos, dicas de leitura...
Agora os alunos já começam a pensar na  pauta para a segunda edição.



Primeira edição do jornal da turma dos 7º anos

domingo, 2 de agosto de 2015

Folclore - Estrela das águas (lenda da Vitória-Régia) 5º/6ºanos- Interpretação

Essa lenda é uma adaptação, há muitas versões e acabei juntando duas ou três em uma só para trabalhar a leitura e interpretação com o tema Folclore Brasileiro com meus alunos dos 6º anos..


Estrela das águas

Há muito tempo, nas margens do majestoso Rio Amazonas, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer por trás das serras, ia viver com suas índias prediletas, se a Lua gostava de uma jovem, a transformava em estrela do Céu. 

Naiá, filha de um chefe e princesa da tribo, ficou impressionada com a história. Apaixonou-se pela Lua. Então, à noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo céu, ela querendo ser transformada em estrela, subia as colinas e perseguia a Lua na esperança que esta a visse. 

E assim fazia todas as noites, durante muito tempo. Mas a Lua parecia não notá-la e dava para ouvir seus soluços de tristeza ao longe.
Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas do rio, a figura refletida da Lua. A pobre moça, imaginando que a Lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e nunca mais foi vista.
Tupã que tudo via, ficou com pena da jovem índia, resolveu transformá-la em uma estrela diferente daquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", que é a planta vitória-régia, que floresce em todas as luas.          
Eis aí, como nasceu, da imaginação fértil e criadora de nossos índios, a história da Vitória-Régia, ou Uapê, ou Iapunaquê-uapê, a maior flor do mundo.

Entretanto, Uapê só abre suas pétalas à noite, para poder abraçar a lua, que se vem refletir em sua aveludada corola.        

Assim, nasceu uma planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas. 
(A lenda da Vitória-Régia - adaptação)

Após ler a lenda, responda:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Caio? Texto para interpretação - causo

Mais uma história para sacudir o esqueleto. Na interpretação, o quadro é útil para esquematizar e reforçar os elementos da narrativa.

Os causos são histórias fantásticas que podem ser engraçadas ou assustadoras, mas que devem ser contadas obedecendo a algumas regrinhas: um causo, para ser bem contado, tem que conferir às palavras entonação, ritmo e até mesmo sotaque e expressões interioranas. Esses elementos são fundamentais para capturar a atenção de quem ouve e provocar as mais diferentes sensações. 

Caio?

   De madrugada, acordou com uma voz cavernosa:
  - Caaaaaaio? Caaaaaaio? – a voz repetia.
   Acontece que o homem se chamava Caio. Ele estranhou muito e foi com custo que gaguejou:
  - A-a-a-qui.
   E na mesma hora um osso de perna caiu em cima dele. O homem gelou. Mas não adiantava correr, a assombração sabia até seu nome. Melhor era continuar deitado e se cobrir todinho. Dali a pouco o vozeirão recomeçou:
  - Caaaaaaio? Caaaaio?