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A maioria das atividades é de fácil resolução, indico sempre que o professor o faça primeiro para ver o aplicabilidade em determinada turma. Como os pedidos de gabaritos são muitos, não tenho como responder a todos.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Como uma garota cega vê o mundo (animação)
Este foi um projeto feito por uma equipe de arte da faculdade em Taiwan. Ele está tentando levantar dinheiro para as pessoas cegas. (informação Youtube)
domingo, 24 de novembro de 2013
O índio - Interpretação de texto 6º/7ºanos
Talvez seja necessário explicar aos alunos o que é Walkman, pois os tempos mudaram...
TEXTO : O
índio
- Meu Deus,é ele!
Quem já
conversou com um índio, assim um papo aberto, sobre futebol, religião, amor...
?
A primeira ideia que nos vem é a da
impossibilidade desse diálogo,risos, preconceito, talvez. O que dizer então da
visão dos estrangeiros, que pensam que andamos nus, atiramos em capivaras com
flechas envenenadas e dançamos literalmente a dança da chuva pintados com urucu
na praça da Sé ou na avenida Paulista?
Pois na minha escola no ano de 1995 ocorreu a matrícula de um índio. Um genuíno adolescente pataxó.
A funcionária da secretaria não conseguiu esconder o espanto quando na manhã de segunda-feira abriu preguiçosamente a portinhola e deparou-se com um pataxó sem camisa com o umbigo preto para fora, dois penachos brancos na cabeça e a senha número "um" na mão, que sem delongas disse:
Pois na minha escola no ano de 1995 ocorreu a matrícula de um índio. Um genuíno adolescente pataxó.
A funcionária da secretaria não conseguiu esconder o espanto quando na manhã de segunda-feira abriu preguiçosamente a portinhola e deparou-se com um pataxó sem camisa com o umbigo preto para fora, dois penachos brancos na cabeça e a senha número "um" na mão, que sem delongas disse:
– Vim
matricular meu filho.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Quando a rede vira um vício - Interpretação e produção de texto 8º/9º ano
Gostei muito dessa reportagem, embora seja de 3 anos atrás e
acredito que o problema seja maior hoje em dia, já que cada vez mais as pessoas
estão conectadas e começando cada vez mais cedo, já na infância. Adaptei para
trabalhar com 8º e 9º anos, utilizando apenas um trecho. Vale a pena ler a reportagem completa, lá há também um
teste bem interessante. Fiz o teste com os alunos e eles próprios se
surpreenderam. Quem quiser a reportagem completa, abaixo da atividade há o
link. Após a leitura do texto, pode-se levantar as questões sugeridas (oralmente ou por
escrito) e numa segunda etapa, pedir uma produção de texto, argumentativo.
Quando
a rede vira um vício
É difícil perceber o momento em que alguém deixa de fazer
uso saudável e produtivo da internet para estabelecer com ela
uma relação de dependência — como já se vê em parcela preocupante dos
jovens
Com
o título “Preciso de ajuda”, Carolina G. fez um desabafo aos integrantes da
comunidade Viciados em Internet Anônimos, a que pertence:
“Estou
muito dependente da web. Não consigo mais viver normalmente”. Essas frases dão
a dimensão do tormento provocado pela dependência da
internet, um mal que começa a ganhar relevo estatístico, sobretudo entre jovens
de 15 a 29 anos.
Os
estragos são enormes. Como ocorre com um viciado em álcool ou em drogas, o
doente desenvolve uma tolerância que, nesse caso, o faz ficar
on-line por uma eternidade sem se dar conta do exagero. Ele também sofre de
constantes crises de abstinência quando está desconectado, e seu desempenho nas tarefas de natureza intelectual
despenca. Diante da tela do computador, vive, aí sim, momentos de rara euforia,
mas não percebe que vai, aos
poucos, perdendo os elos com o mundo real até se aprisionar num universo
paralelo e completamente virtual.
Não
é fácil detectar o momento em que alguém deixa de fazer uso saudável e produtivo
da rede para estabelecer com ela uma relação doentia, porém,
em todos os casos, a internet era apenas útil ou divertida e foi ganhando um
espaço central, a ponto de a vida longe da rede ser descrita agora como sem sentido.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Estratégias de avaliação- Portfólio
Estratégias de Avaliação
A avaliação é um instrumento necessário e permanente do trabalho docente no processo de ensino e aprendizagem. Assim, a avaliação é uma tarefa complexa e não pode se resumir a realização de provas e atribuições de notas decidindo quem deverá ser excluído. Deve servir para subsidiar a tomada de decisões em relação à continuidade do trabalho pedagógico do processo de ensino/aprendizagem. Os resultados obtidos nos procedimentos avaliatórios não devem privilegiar apenas aprendizagens que envolvam memorização ou mera classificação.
A avaliação serve para verificar em que medida os alunos estão alcançando os objetivos propostos nos projetos pedagógicos para o processo ensino-aprendizagem, constatar progressos e dificuldades do aluno e reorientar o trabalho do professor, entre outros. Para uma avaliação eficaz é necessário usar estratégias que possibilitem ao aluno integrar conteúdos, fazer análises e investigações, permitindo ao aluno ampliar suas possibilidades de questionamento e tomada de decisões diante de situações-problemas, estudos de casos, exercendo sua autonomia no processo de aprendizagem.
domingo, 20 de outubro de 2013
O homem nu - Interpretação e produção textual 8º ano
A atividade será dividida em etapas: leitura, interpretação, produção de
texto. Essa crônica é divertida e os alunos gostam e produzem finais interessantes. Veja a postagem completa com as sugestões de atividades.
1ª parte – Leitura compartilhada
O HOMEM
NU
Ao acordar, disse para a mulher:
– Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o
sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro
da cidade, estou a nenhum.
– Explique isso ao homem – ponderou a
mulher.
– Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente
as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro,
não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até
cansar – amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao
banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto
esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de
serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela
para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até ao
embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito
cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a
porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
sábado, 28 de setembro de 2013
Uso dos porquês - atividade com texto 6º ano- Os porquês do porquinho
Uso dos porquês
Revisão
Por que
Usado em perguntas ou com o sentido de “por
qual razão” ou “por qual motivo” (junção da preposição por + o pronome
interrogativo que)
ou empregado no sentido de “pelo qual”, “pela qual”, “pelos quais”, “pelas
quais” ou ainda “para que”
1.Por que ele não quis me atender?
Não sei por que ele
não me atendeu ao telefone.
O lugar por que passei estava em obras!
O lugar por que passei estava em obras!
Usado em final da frase, antes do ponto (final, de interrogação ou de exclamação) ou antes de uma pausa:
Não soube explicar por quê.
Por quê?
3.Porque
Usado quando é conjunção causal, explicativa ou final
Tirei boa nota porque estudei para a prova.
4.Porquê
Usado como equivalente a "o motivo",
"a causa", “razão”
, vem acompanhado de artigo, adjetivo ou numeral:
Quero saber o porquê dessa discussão.
Quero saber o porquê dessa discussão.
Atividade
Preencha
os espaços do texto com um dos usos dos porquês, prestando atenção no sentido que
está em cada ocorrência:
Os porquês do porquinho
Clóvis Sanches
Era uma vez um jovem porquinho, belo e bom, muito pequenino, cuja vida foi dedicada à procura dos _____________da floresta. Tal porquinho, incansável em sua busca, passava o dia percorrendo matas, cavernas e savanas perguntando aos bichos e aos insetos que encontrava pelo caminho todos os tipos de ___________que lhes viessem à cabeça.
- _____________você tem listras pretas se os cavalos não as têm ? - perguntava gentilmente o porquinho às zebras.
- Pernas compridas__________, se outros pássaros não as têm? - indagava às siriemas, de forma perspicaz.
- _________isso? __________aquilo?
Era um festival de___________, dia após dia, ano após ano, sem que ele encontrasse respostas adequadas aos seus questionamentos de porquinho.
Por exemplo, sempre que se deparava com uma abelha trabalhando arduamente, ele perguntava__________. E a pergunta era sempre a mesma:
- Saberias, por acaso, _________fazes o mel, oh querida abelhinha?
E a abelha, com seus conhecimentos de abelha, sempre respondia assim ao____________:
- Fabrico o mel ____________tenho que alimentar a colmeia.
Mas a resposta das abelhas não o satisfazia, __________eram os ursos os maiores beneficiados com aquela atividade.
Notícias - atividade 6ºano explorando e interpretando
Elaborei essa atividade pensando no meu 6º ano, pois os alunos já tem um maior
entendimento dos tempos verbais, para reconhecer as marcas linguísticas do gênero notícia. Pretendo explorar duas dimensões do gênero: o plano
global (no caso da atividade 1, o lead) e o estilo (atividade2), além da
interpretação (atividade 3).
ATIVIDADES
Como
vimos anteriormente, a notícia relata um fato recente, de interesse público,
com objetividade.
Leia com
atenção as notícias abaixo para realizar os exercícios:
Notícia
1
Ih, qual é o caminho?
por
Talita Bedinelli
Parece história de filme, mas aconteceu de verdade
mesmo.
Neilson Oliveira de Lima, 3, de Pupuaí, no
Amazonas, passou um susto e tanto quando ficou 12 dias perdido na selva
amazônica há algumas semanas, até ser encontrado por um caçador.
Toda a história começou quando o menino resolveu seguir o pai, que foi trabalhar na roça. Depois, não sabia voltar para casa.
Toda a história começou quando o menino resolveu seguir o pai, que foi trabalhar na roça. Depois, não sabia voltar para casa.
Para
sobreviver, ele teve que beber água
da chuva e comer frutas que estavam
caídas no chão. Estava acostumado com a vida na floresta. "Lá, eles andam
descalços, sobem em árvore e aprendem a nadar ainda pequenos", diz Núbia
Vasconcelos, psicóloga que cuidou
dele no hospital.
Folhinha (03/19/2007)
Notícia 2
Zoo de SP troca
remédios por 'terapia' para desestressar animais
Atividades
desenvolvidas por biólogos ajudam a eliminar o tédio do cativeiro e a evitar
casos de doenças psíquicas
por Eduardo Gonçalves
A vida em cativeiro provoca alterações no
comportamento natural dos animais que, em casos mais graves, podem
desencadear uma doença típica dos humanos: a depressão aguda. Esse tipo de
problema poderia levar a um tratamento com antidepressivos de tarja preta, como
foi o caso de algumas aves do Zoológico de São Paulo. Para evitar que os
bichos precisem de medicamentos, o zoo, que é o maior da América Latina,
desenvolveu um programa que funciona como uma terapia para os mais de 3
000 animais que abriga. O Programa de Enriquecimento Comportamental
(Peca) tem como objetivo fazer os bichos se sentirem em casa, reproduzindo
ações que fariam em seu habitat natural, além de outras "mordomias".
As atividades funcionam como um hobby ou
exercício físico para os humanos – elas são planejadas
para minimizar o stress e a ansiedade dos bichos encarcerados e,
ao mesmo tempo, driblar o tédio.
Um dos grupos que mais sentem os
benefícios da "terapia" são os chimpanzés devido à sua
personalidade explosiva e enérgica. O local onde moram é equipado com troncos,
cordas, pneus, camas elásticas e um falso cupinzeiro. A mobília
improvisada reproduz o ambiente natural da espécie: florestas tropicais e
savanas.
O “cupinzeiro” consiste numa estrutura de
plástico repleta de buracos, cujo fundo armazena uma papinha feita de mel e
frutas. Os chimpanzés se apoderam de galhos, que ficam espalhados no recinto,
afundam as pontas dos gravetos nas cavidades, e levam as geleias até a boca. É
como se estivessem caçando insetos na natureza – com sabor mais adocicado.
(adaptado de http://veja.abril.com.br 16/09/2013)
domingo, 8 de setembro de 2013
Interpretação 8º/9º anoTexto argumentativo Quando o assunto é cigarro...
Além de trabalhar as estratégias argumentativas, esse texto é ótimo para uma discussão sobre o cigarro. Após o texto, há a sugestão de atividade.
Quando o
assunto é cigarro, é preciso ser radical e dizer não
"Tenho
13 anos e quero comprar meu primeiro maço de cigarros. Já peguei algumas vezes cigarro dos meus amigos
e achei legal. Na escola, fumo escondido. Meus pais também não me deixam fumar,
mas os dois são fumantes há um tempão. Por que essa falsidade em relação ao
cigarro?"
Se você acompanha esta coluna, já percebeu que, em geral, temos respostas bastante ponderadas para nossos leitores. Incentivamos sempre a autonomia de cada um, desde que administrada com responsabilidade, e evitamos o tradicional "faça isso ou não faça aquilo". Mas, desta vez, vamos ser categóricos: caia fora dessa e não compre seu primeiro maço de cigarros.
Por quê? O cigarro é composto por uma droga (nicotina) que tem o poder de tornar as pessoas dependentes com muita facilidade. Além dela, o cigarro tem centenas de compostos químicos que, com o passar dos anos, vão atacando seu corpo. Só para citar algumas das consequências do hábito de fumar: enfisema pulmonar, câncer de pulmão e bexiga, alteração dos vasos sanguíneos, infartos, derrames e impotência sexual.
As pesquisas mostram que, quanto mais nova a pessoa é quando começa a fumar, mais chances ela tem de se tornar dependente. A nicotina faz com que o corpo sinta falta do cigarro. Quando passa uma ou duas horas sem dar uma tragada, a pessoa começa a passar mal: sua, sente dor de cabeça, ansiedade, nervosismo, dificuldade de concentração etc. Esses são sinais de abstinência. É como se o seu corpo desse sinais de que precisa de mais nicotina. Daí a vontade incontrolável de acender mais um.
Se você acompanha esta coluna, já percebeu que, em geral, temos respostas bastante ponderadas para nossos leitores. Incentivamos sempre a autonomia de cada um, desde que administrada com responsabilidade, e evitamos o tradicional "faça isso ou não faça aquilo". Mas, desta vez, vamos ser categóricos: caia fora dessa e não compre seu primeiro maço de cigarros.
Por quê? O cigarro é composto por uma droga (nicotina) que tem o poder de tornar as pessoas dependentes com muita facilidade. Além dela, o cigarro tem centenas de compostos químicos que, com o passar dos anos, vão atacando seu corpo. Só para citar algumas das consequências do hábito de fumar: enfisema pulmonar, câncer de pulmão e bexiga, alteração dos vasos sanguíneos, infartos, derrames e impotência sexual.
As pesquisas mostram que, quanto mais nova a pessoa é quando começa a fumar, mais chances ela tem de se tornar dependente. A nicotina faz com que o corpo sinta falta do cigarro. Quando passa uma ou duas horas sem dar uma tragada, a pessoa começa a passar mal: sua, sente dor de cabeça, ansiedade, nervosismo, dificuldade de concentração etc. Esses são sinais de abstinência. É como se o seu corpo desse sinais de que precisa de mais nicotina. Daí a vontade incontrolável de acender mais um.
domingo, 18 de agosto de 2013
O defunto vivo - interpretação de texto (causo) 7ºano
Aproveitando
o mês do FOLCLORE, vamos contar e explorar um CAUSO? Essa história é bem
engraçada, dizem que aconteceu mesmo, lá nas bandas das Minas Gerais...
CAUSOS
são histórias contadas, representando fatos verídicos ou
não, podem ser
engraçadas,
fantásticas ou com um toque de sobrenatural (representando fatos verídicos ou
não), passadas de geração em geração e fazem parte do folclore brasileiro.
O defunto vivo
Em alguns arraiais do interior mineiro, quando
morria alguém, costumavam buscar o caixão na cidade vizinha, de caminhão. Certa
feita, vinha pela estrada um caminhão com sua lúgubre encomenda, quando alguém
fez sinal, pedindo carona. O motorista parou.
- Se você não se incomodar de ir na carroceria,
junto ao caixão, pode subir.
O homem disse que não tinha importância, que estava
com pressa. Agradeceu e subiu. E a viagem
prosseguiu.
Nisto começa a chover. O homem, não tendo onde se
esconder da chuva, vendo o caixão vazio, achou melhor deitar-se dentro dele,
fechando a tampa, para melhor abrigar-se. Com o balanço da viagem, logo pegou
no sono.
Mais na frente, outra pessoa pediu carona. O
motorista falou:
- Se você não se importa de viajar
com o outro que está lá em cima, pode subir.
O segundo homem subiu no caminhão. Embora achasse
desagradável viajar com um defunto num caixão, era melhor que ir a pé para o
povoado.
De tempos em tempos, novos caronas subiam na
carroceria, sentavam-se respeitosos em silêncio, em volta do caixão, enquanto
seguiam viagem.
Avizinhando-se o arraial, ao passar num buraco da
estrada, um tremendo solavanco sacode o caixão e desperta o dorminhoco que se
escondera da chuva dentro dele.
Levantando devagarinho a tampa do caixão e pondo a
palma da mão para fora, fala em voz alta:
- Será que já passou a chuva?
Foi um corre-corre dos diabos. Não ficou um em cima
do caminhão. Dizem que tem gente correndo até hoje.
(Weitzel, Antônio Henrique. Folclore literário e linguístico.
Juiz de Fora, MG. EDUFJF, 1995)
Após ler
este causo, e tendo em mente a estrutura e os elementos da narrativa, responda:
sábado, 17 de agosto de 2013
CONTO - Interpretação 7º/8º ano TENTAÇÃO - Clarice Lispector
Esse conto de Clarice Lispector é muito interessante
para análise e interpretação, Nessa atividade, a sugestão é mais a interpretação
mas pode-se aproveitar para trabalhar o foco narrativo, os elementos e a estrutura da narrativa. Após o texto há questões para interpretação, o gabarito e sugestão para debate.
TENTAÇÃO
Ela estava com soluço. E como se não
bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.
Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade
neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no
ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um
cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset
ruivo.
Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Gravidez precoce - texto argumentativo Interpretação 9º ano
(Sugestão: atividade é dividida em 3 momentos: leitura e debate do tema, interpretação e produção, as questões estão logo após o texto completo)
Para relembrar
Tese: ideia principal do texto objetivando o
convencimento do leitor
Argumentos: motivos, razões utilizadas para
convencer
Gravidez Precoce
A gravidez precoce é considerada como um problema de saúde pública no
Brasil e em outros países. No Brasil, uma em cada quatro mulheres que dão à luz
nas maternidades tem menos de 20 anos de idade. Estas meninas que não são mais
crianças, nem tão pouco adultas, estão em processo de transformação e, ao mesmo
tempo, prestes a serem mães. O papel de criança que brinca de boneca e de mãe
na vida real, confundem-se e na hora do parto é onde tudo acontece. A fantasia
deixa de existir para dar lugar à realidade. É um momento muito delicado para
essas adolescentes, e que gera medo, angústia, solidão e rejeição.
As adolescentes grávidas vivenciam dois tipos de problemas emocionais:
um pela perda de seu corpo infantil, e outro por um corpo adolescente
recém-adquirido, que está se modificando novamente pela gravidez. Estas
transformações corporais rapidamente ocorridas, de um corpo em formação para o
de uma mulher grávida, são vividas muitas vezes com certo espanto pelas
adolescentes. Por isso é muito importante a aceitação e o apoio quanto às
mudanças que estão ocorrendo, por parte do companheiro, dos familiares, dos
amigos e principalmente pelos pais.
domingo, 21 de julho de 2013
Adivinhas caça-palavras
Descubra as respostas das adivinhas no
caça-palavras:
. Quanto mais cresce menos se vê?
. Que nasce
grande e morre pequeno?
. Ronca e não é trovão, faz buraco e não é
tatu, voa e não é avião?
. São sete
irmãs, cinco tem sobrenome e duas não?
. Entra na
água e nãos e molha?
. Uma palavra
de seis letras com quarenta e dois assentos?
. Rico faz
quando quer, pobre quando pode e o cachorro toda hora?
. Que quando
mais se perde, mais se tem?
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