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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Atividade -Texto para interpretação - O clima em mutação


O clima em mutação
O  que dizem os cientistas sobre as chuvas na Europa e o fogo que destruiu florestas
no Brasil e em Portugal

           Furacões cada vez mais constantes. Chuvas torrenciais como as que provocaram deslizamento de terra e enchentes na Suíça, Alemanha e Áustria. E que soaram o alarme na Romênia, onde milhares ficaram desabri­gados e mais de três dezenas morreram arrastadas pelas enxurradas. A lista de catástrofes climáticas da semana passada inclui ainda o verão mais quente dos últimos 15 anos na Península Ibérica. Só em Portugal, foram mobilizados quatro mil bombeiros, quase mil veículos e 40 aeronaves para conter a fúria das chamas que destruíram uma área verde do tamanho de 30 mil campos de futebol
          No Brasil, a má notícia ficou por conta das chamas que engoliram metade de um parque nacional na ilha Bandei­rante, no Paraná. São todos sinais da tão anunciada mudança climática, certo?
         A resposta é sim e não. Quando se trata de prever o clima, não há certezas absolutas. impossível garantir de pés juntos que o aumento na incidência desses even­tos extremos não seja conseqüência da mudança climática", diz o pesquisador - Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP). "Mas também é impossível garantir que seja", completa.
        Estudar o clima é uma atividade com­plexa por vários motivos. Primeiro porque as análises meteorológicas levam muitas coisas em consideração, como a quantidade de poluentes emitidos pelas chaminés e a capacidade de as florestas em absorver esses gases causadores do efeito estufa, que criam uma capa protetora e impedem o calor do Sol de voltar ao espaço. Também não existe um único sistema de previsão climática, o que inviabiliza análises comparativas.
         Por último, é impossível colocar em prática experimentos de longo prazo. A verdade é que não há conhecimento suficiente para garantir as flutuações do clima no médio e longo prazo. Diante da tamanha ignorância, os cientistas alertam, é importante cuidado com o que lançamos na atmosfera. "Não pode­mos tratá-Ia como uma gigantesca lata de  lixo porque isso cedo ou tarde pode trazer sérias conseqüências", avisa Artaxo. Ele compara o clima da Terra a um doente:
     "Enquanto não se sabe qual é a doença, o melhor remédio é não abusar"
      [  ... ]

DARLENE MENCONI. ISTO É. 21 set 2005
(Fragmento).

 Vocabulário:

torrenciais – abundantes/excessivas
incidência – ocorrência
inviabiliza- impede/impossibilita
flutuações- mudanças

Para ver as questões sugeridas, clique abaixo:

1.Este texto é trecho de uma reportagem publicada numa revista.

a)Qual o título?

b)Quem escreveu?

c)Em qual revista foi publicado?


2..Qual é o assunto abordado no texto? Assinale a alternativa correta:

(   ) poluição ambiental                                               (   ) ecologia

(   ) chuvas e queimadas na América do Norte          (   ) mudanças climáticas Brasil e exterior

3.O que os cientistas já concluíram a esse respeito? Assinale a alternativa correta:

(   ) a culpa é só do ser humano

(   ) o ser humano não tem culpa do que acontece

(   ) que ainda não há conhecimento suficiente para explicar as causas dessas mudanças climáticas.

(   ) é um problema da própria natureza


4.As informações da reportagem foram obtidas junto a um especialista. Qual o nome dele?

5.Por que os cientistas nos aconselham a tratar a natureza com maior respeito?

6.Na sua opinião, como o homem tem tratado a natureza? O que tem contribuído para que ocorram tantas mudanças climáticas?

7. Cite um problema ambiental recente que foi amplamente divulgado pela mídia (qual, em que local e as consequências).

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